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terça-feira, 18 de setembro de 2012

O temido Visto..



Outro da série dos posts mais esperados de todos os tempos, hehe.

Depois do match, o que mais preocupa é o Visto, porque afinal, se ele for negado, o sonho acabou!
Sei que muita gente vai pensar "Ué, mas dá pra tentar de novo". Eu sei, mas é realmente complicado quando você já teve o primeiro negado.
Claro que para Deus nada é impossível, e se você teve seu primeiro visto negado, você tem SIM que tentar de novo.
Mas outra coisa que é complicada também é o preço. 300 Dilmas não é pouco, imagina pagando duas ou três vezes.

Enfim, primeiro de tudo, você tem que preencher o DS-160 nesse site. Não tem segredo para o preenchimento. Alguma dúvida vai surgir, mas é só pesquisar no google ou procurar o documento no grupo do Facebook que tem o passo a passo e tá tudo certo!
No pack da APIA (e acredito que no das demais agencias) também vem um papel com o passo a passo.

O site te dá a opção de salvar caso você não consiga terminar tudo de uma vez, então é realmente importante você ir salvando a cada parte preenchida.
Ah, é importante também anotar seu application number!!

No meu caso, a foto eu não consegui fazer sozinha. Pois tem uma série de especificações e medidas que tem que ser exatas. Por isso fui tirar a foto em um lugar especializado. Eu só ia tirar a foto 5x5 mesmo, mas chegando lá, o cara fez tudo pra mim: tirou a foto, comparou com as medidas exigidas pelo consulado e salvou a foto em um cd. Super completo. Mas me custou 50 Dilmas, hehe. Mas achei melhor pagar do que ficar me matando pra tentar fazer sozinha e não conseguir nunca.

Depois de preencher todo o DS-160 e dar o submit, é hora de agendar a ida ao CASV (Centro de Atendimento ao Solicitante do Visto) e a temida entrevista no Consulado aqui.
Lembrando que o dia do CASV tem que ser antes do dia do Consulado!

Resolvi fazer assim, um mês antes, porque vai que meu visto é negado, aí tenho que fazer todo o processo novamente, ou vai que atrasa a entrega do passaporte.. As vezes temos que pensar no pior, rs.

Bom, agendei a minha ida ao CASV pro dia 10 de setembro e meu horário era as 10h. Cheguei lá umas 9h15 e eles ainda estavam chamando a fila das 9h. Fiquei esperando quase torrando no sol, com mais um monte de gente. Quando eles chamaram a fila do meu horário, fomos para a entrada, fizemos fila separadas homem, mulher e passamos pela segurança: detector de metal, abre a bolsa, desliga o celular, tira óculos escuro e pode entrar.
Depois disso vamos para outra fila (homens e mulheres juntos) onde eles olham nossos documentos (passaporte, comprovante do preenchimento do DS-160 e o comprovante de agendamento). Documentos conferidos, vamos para outra fila que confere novamente os documentos. Nessa fila a moça só me pediu a mais a taxa SEVIS. Documentos conferidos novamente, vamos para outra fila, que confere novamente os documentos (hahaha parece piada, mas é real) e faz a leitura do código do passaporte e do comprovante de agendamento. Documentos conferidos, vamos para outra fila (que podemos sentar, ufa). Essa é para a foto e para a leitura das digitais. Você tem que tirar tudo, óculos, brinco, lenço, tiara, qualquer coisa. E o cabelo é atrás da orelha. Uma foto bem limpa mesmo.
Pronto, agora não tem mais fila, é só ir embora, haha.

Já no consulado eu agendei para o dia 14, sexta-feira. Já agendei na sexta de caso pensado, porque sexta já é um dia que você fica mais relax por natureza, é psicológico. E eu queria pegar o cônsul num bom dia, haha. Não agendaria nunca em uma segunda-feira!

Meu horário era as 10h15, cheguei lá umas 9h15, fui tomar café, fui no banheiro (porque enfrentar fila com vontade de fazer xixi não rola né haha) e entrei. Só pra constar, meu avô foi comigo nos dois dias, porque eu sou totalmente estúpida para caminhos haha, e ele manja! Mas não pode entrar acompanhante.

Aí entrei, passei por um tipo de triagem. A moça que me atendeu conferiu meu passaporte, DS-160, DS-2019, taxa SEVIS e comprovante de agendamento. Guardou com ela e me deu uma senha (2833, não vou esquecer haha)
Fui pra fila do meu horário, enorme por sinal, e esperei para entrar. Vai entrando um por um, passamos por um detector de metal e nossos pertences (bolsa, pasta, blusa e o que você tiver na mão) passam pela esteira de raio-x. Tipo aeroporto só que menor.
Aí você passa e vai seguindo o fluxo e vai para um lugar não muito grande onde fica a galera toda, gente pra caramba esperando a senha ser chamada para pegar o passaporte e os docs de volta. É bem sem organização, fica todo mundo se trombando, passando calor e sem lugar para sentar (os que tem, claro, já estão ocupados). E essa parte é a que mais demora, acho que esperei uma hora ou mais.
As senhas são totalmente aleatórias. E mesmo se você tivesse chegado cedão e fosse o primeiro da fila do seu horário, não ia adiantar nada, o ultimo poderia ser chamado primeiro que você.

Depois de pegar o passaporte, você vai pra fila do matadouro da entrevista, que também é enorme, mas é rápido, para nossa alegria (ou tristeza). Eu já estava uma pilha de nervos, com frio na barriga e minha mão tremendo. Já estava até pensando que se precisasse assinar alguma coisa, ia ser um desastre #garranchofeelings.
Antes de chegar minha vez, comecei a reparar nos cônsules e ficar pensando "esse tem cara de legal", "esse tem cara de bravo" kkkk, mas parei na mesma hora porque sabia que Deus prepararia um perfeito pra mim, e assim foi ;)

Como disse, foi rápido e logo chegou a minha vez, fui na cabine 17, a penúltima, também não vou esquecer haha. E o cara era brancão de cabelo e barba ruiva, super cool (como diz meu amigo Kdu, super Hisper haha). Ele já me recebeu com um sorriso e um "Olá". Já fiquei mais calma, mas mesmo assim, a tensão ainda era grande.
Ele me perguntou pra onde eu ia e como eu ia (VA - Au Pair), perguntou se eu já tinha cuidado de criança (disse que sim, puta mentira deslavada kkk), perguntou o que eu fazia, onde trabalhava e há quanto tempo (Toshiba - Faturamento - quase 6 anos), depois perguntou se eu tinha pedido licença ou demissão (disse que pedi licença, outra mentira deslavada haha) aí mostrei pra ele a carta que meu chefe assinou, dizendo que eu voltaria a trabalhar lá quando eu voltasse (tudo esquema haha), ele leu inteirinha (e acho que foi nisso que consegui o Visto), depois fez umas anotações no computador dele, devolveu meus documentos e aproveitou que eu estava meio distraída guardando os docs e solta um "Do you speak English" haha, só pra me pegar desprevenida. Olhei pra ele e respondi com um "yes" bem meia boca, haha, e ele me deu um sorrisinho. Depois ele me deu um folheto com os direitos trabalhistas dos EUA e me desejou boa viagem! Tudo isso, tirando a parte em inglês, sem nenhum sotaque, parecia que era um brasileiro mesmo.

Bom, UFA.. Saí de lá que não sabia se ria ou se chorava haha. Mas confesso que na hora que ele me desejou boa viagem, saiu um peso de 50kg das minhas costas e o nervosismo e a preocupação foram embora.

E agora eu posso dizer: I GOT MY VISA!!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Namoro: terminar ou não?

Eis a questão!



Já começo dizendo que há casos e casos, e no meu caso, nunca cogitei essa hipótese.
Acredito que muitas meninas sofram com esse "porém" chamado namorado. Não sei se já disse isso antes, mas no dia que eu fiz minha inscrição na agencia, a Lau ficou me contando umas histórias de meninas que vão lá, fazem a inscrição e depois são obrigadas pelo namorado a voltar e cancelar tudo.
Acho isso ridículo e só uma pessoa que só pensa nela, faria uma coisa dessas. Um namorado que realmente gosta de namorada, vai apoiá-la sempre, mesmo que desaprove a decisão.

Com o Douglas foi assim, comentei com eles que tinha me interessado por esse intercâmbio e desde sempre ele me apoiou. Não sei se pelo fato de achar que não passaria de uma ideia, ou porque ele realmente gostaria de me ver crescer. Acho que um pouco dos dois, rs. Lembro quando eu fiquei online e a primeira família falou comigo, ele virou pra mim e disse: "Agora é real mesmo né?!". Mas acho que a ficha dele vai cair junto com a minha, só no aeroporto dando tchau.

Acho que as meninas que terminam o namoro, são um pouco egoístas com o namorado. Afinal, ele foi a pessoa que esteve sempre ao seu lado durante o processo, te ajudou com o que você precisou e te apoiou sempre. Aí quando você consegue o que quer, vai lá e dá um pé na bunda do coitado. Injusto, eu acho.
Claro que tem meninas que já não estão bem no namoro, e isso acaba servindo também como uma válvula de escape ou uma boa desculpa para o término. Mas, como disse, há casos e casos.

Com o Douglas aconteceu o seguinte, nós namoramos há 3 anos e alguns meses, e ele sempre esteve do meu lado, me ajudou a tirar o passaporte, me ajudou a tirar carta (me dando aulas de rampa haha) e sempre me apoiou em tudo, acompanhou cada passo meu, cada notícia boa, cada notícia ruim, tudo que dava certo, tudo que dava errado, cada skype, cada não, e finalmente o match e o visto.
Agora, seria justo, depois que eu precisei muito dele, dar-lhe um pé e ir curtir a vida nos States e abandonar ele depois de tudo o que nós vivemos? Não!

Sei que será difícil para ambas as partes. Eu por um lado estarei vivendo uma nova vida, conhecendo um novo mundo, tudo novo, mas por outro lado, estarei sozinha, em um país que não é o meu, com uma família e uma casa que não é a minha. Já ele, ficará sem mim, mas a vida dele não vai mudar e ele terá todas as pessoas queridas por perto para ampará-lo quando ele precisar.
Vai ser complicado, mas na minha mente, estou tentando focar no "vai passar rápido".

As vezes quando lembro que falta um mês para eu viajar, fico pensando o quanto sou egoísta em fazer isso com ele. Afinal, é uma situação que não foi ele que pediu, não foi ele que quis isso. Eu acabo forçando ele a sofrer para satisfazer uma vontade minha. Me sinto muito mal por ele, sério! Mas aí me forço a pensar mais uma vez no "vai passar rápido" e pensar que isso será muito bom pra gente quando eu voltar. Afinal querendo ou não, o inglês abre muitas portas e isso vai ajudar muito no nosso futuro.

Muitas pessoas ficam fazendo aqueles comentários que irritam até meu último fio de cabelo, do tipo: "Ixi, será que ele aguenta te esperar?", "Eu hein, vai que ele arranja outra".
GENTE, se for pra não dar certo, não vai dar, mesmo eu estando com ele 24 horas. Se for pra dar certo, eu posso ficar 10 anos longe dele e quando eu voltar, nada terá mudado entre nós.
O que tiver que ser será! Se for pra ser, será!



terça-feira, 11 de setembro de 2012

11 anos



Hoje, 11 de Setembro de 2012, faz exatamente 11 anos que aconteceu uma das maiores tragédias mundiais.
Dia 11 de Setembro de 2001, lembro bem desse dia, eu tinha 11 anos recém completos, estava na 5a série e no meio da aula (não lembro do que) alguém entrou para avisar sobre o atentado às Torres Gêmeas - World Trace Center a mando de Osama Bin Laden.
Assistimos as cenas, vimos o segundo avião atingindo a 2a torre e realmente foi chocante demais. Confesso que com os meus 11 anos eu não consegui ver a grandeza desse atentado e o tamanho da tragédia realmente como realmente foi.

Mas agora, com o passar dos anos nós vemos o quando foi doloroso.
Sei que os EUA (digo o governo) não são santos e o que eles fizeram no passado, com a bomba em Hiroshima, com as guerras no Iraque a procura de petróleo, etc foi muito legal, só que ao contrário.
Até concordo com a sede de vingança de outros países e até entendo a vontade de acabar com o símbolo do domínio econômico americano sobre o mundo (era o que as Twin Towers simbolizavam).

Só não concordo com a destruição de um símbolo nacional que era com certeza muito importante para um país todo. E concordo menos ainda com a morte de centenas de pessoas inocentes, com a destruição de centenas de famílias, a destruição de uma vida de empenho para a construção de tudo o que aquilo representava.

Foi uma cena arrepiante onde a cada torre atingida, se via o desespero estampado no rosto das pessoas que corriam para se proteger daquela imensa nuvem de fumaça e poeira que engoliu a cidade.
Se via o desespero nos rostos das pessoas que tinham familiares ali dentro e não podiam fazer nada. Se via o desespero das pessoas que se atiravam das janelas, não importando o andar. Se via o desespero das pessoas tentando salvas as próprias vidas.

E também se via o desespero dos bombeiros que davam as suas vidas para salvar as outras vidas que estavam lá dentro. Esses foram os verdadeiros heróis de tudo isso. Pessoas que se sacrificaram por outras. Pessoas que perderam a vida, mas que com certeza estão felizes lá no céu por teres salvo várias outras.

Li uma mensagem no We Heart It muito bonita:
"Today, after a 72 hour shift at the fire station, a woman ran up to me at the grocery store and gave me a hug. When I tensed up, she realized I didn't recognize her. She let go with tears of joy in her eyes and the most sincere smile and said, "On 09/11/2001 you carried me out of the World Trade Center"".
Lindo né?!



Também fico impressionada com a coragem dos 'kamikases', que por sua fé em sua religião e em seu deus, deram as suas vidas para vingar sua nação de uma injustiça. Que com muita coragem, se atiraram com um avião em um prédio, se jogando para a morte.

É com muita tristeza que hoje é "comemorado" os 11 anos desse ataque terrorista às Torres Gêmeas e hoje também muitas famílias estão indo ao Memorial que foi construído em homenagem a todos os mortos para levar mais uma vez suas homenagens e suas lágrimas de saudade.



E é hoje também que se "comemora" 11 anos de medo e receio de toda a população, que andam na rua sem saber se serão novamente atacados. É hoje que se "comemora" o aumento do preconceito com outras raças, é o preconceito e o medo em silêncio que só aumenta ao passar dos anos.

Hoje faz onze anos que o mundo se calou, que o mundo se fez um só por uma nação!
11/09/2001 - We will never forget!